O ponto da concórdia
Mercado adota o ponto de função como padrão para reduzir o desgaste nas negociações entre clientes e fornecedores
Há mais de dois anos, quando se preparava para fechar o valor de um projeto de desenvolvimento, os profissionais do grupo Resource utilizavam uma metodologia própria, que levava em conta o escopo do projeto e estimava o valor de cada requisito. “Toda medição era um momento delicado, sempre havia discussão sobre a métrica utilizada”, lembra Cláudio Dias, vice-presidente de operações da empresa.
Para acabar com estimativa subjetiva, a empresa – assim como outros desenvolvedores vem fazendo com cada vez mais freqüência – passou a adotar a métrica do ponto de função. Para Dias, uma metodologia mais exata, que acaba com a discussão sobre o tamanho do software. “O segredo é a exatidão”, diz.
Exatidão e a possibilidade de dar ao cliente uma métrica concreta sobre seu projeto. “O ponto de função nada mais é que a medida das funções que o software entrega ao seu usuário”. Resume Carlos Eduardo Vazquez, gerente geral da Fatto Consultoria e Sistemas, empresa de Brasília especializada na medida. Conceitualmente, a métrica permite que um projeto de software seja medido independentemente da tecnologia utilizada. “A função tem que ser a mesma, seja lá como ele for feito”, diz Vazquez.
A prática, no entanto, é um pouco mais complexa. O processo de cálculo de pontos de função consisteem identificar dois elementos fundamentais em um software: sua capacidade de armazenamento de dados e de transacionar dados. Isso é transformado em funções, para as quais se atribuem pesos (2, 3,4 etc.). Vazquez explica que, para isso, o software é ‘quebrado’ em três dimensões: funcional, técnica e de qualidade.
“As características de cada uma destas dimensões são definidas pela norma ISSO 14143. A norma também define o que uma técnica de medição tem que ter para ser chamada de funcional.. No Brasil, a mais utilizada é a técnica criada pelo IFPUG (International Function Point Users Group), que tem um manual de práticas de contagem”, explica.
Por fim – em cada projeto – as práticas do manual são adotadas no que os profissionais certificados chamam de guia local de contagem, que interpreta as práticas por projetos de 148 reais a 2 mil reais por ponto de função. Os valores não são aleatórios e têm por base referências de mercado estabelecidas pelo International Standarts Benchmark Group (www.isbsg.org).
O consultor lembra que a mé |